sábado, 7 de setembro de 2013

alma

Como é difícil expor a alma, dar a conhecer o nosso ser, abrir o nosso mundo. Dizem que é mais fácil fazê-lo com estranhos do que com conhecidos. Concordo! Revelarmo-nos a alguém que não nos conhece retira toda a pressão do julgamento alheio. É claro que todos julgam, mas o julgar de um estranho não nos assusta tanto como os olhares dos conhecidos.

No meu caso é sempre difícil expor a minha alma, levantar o véu dos meus pensamentos. Não gosto de abrir as minhas janelas ao resto do mundo, há vezes em que as abro a estranhos e alguns conhecidos próximos, mas fecham-se logo a seguir com ventos de tempestade.

Sou uma crítica de mim mesma, mantenho conversas infinitas com a minha alma. Anulo-me nas minhas próprias ideias e observações, agraciando-as com cinismo e descrença. Tenho tanto para dizer, mas abrindo a boca para falar sinto que tudo já foi dito cá dentro. Dito, ouvido, analisado, criticado e respondido. Não resta nada para os outros, tudo é guardado para mim. Coisas boas e más amontoam-se-me na alma, escorrendo por vezes em direcção ao coração, atingindo-o com um aperto desmedido, sufocando-me, agitando as águas dentro de mim, que se escapam depois pelos meus olhos.

Deixar correr pela tinta da caneta as palavas que me povoam a mente é agradável, mas não acreditem em mim. Minto e hei-de mentir, hei-de enganar com frases e gestos inocentes, capazes de convencer os menos experientes e causas apenas breves dúvidas nos mais conhecedores.

Minto porque posso. Enquanto a minha alma grita por liberdade, finjo e iludo para quem me vê e ouve. Mentir é mais fácil, traz menos complicações. Angústias da alma e lágrimas penosas trazem perturbações e desconforto, sorrisos acalmam e não acarretam remorsos.

Engane-se quem ler este texto que vos exponho algo de mim. Isto toda a gente sabe, mas quase nenhuns reconhecem. Somos mais felizes no mundo das aparências e fazemos tudo para lá permanecer.


Carolina Lopes

História Inacabada

Abri os olhos sem vontade, já o sol brilhava alto no céu, iluminando-me com os seus raios através da janela. O corpo ainda não respondia convenientemente aos meus comandos, a mente percorria todos os acontecimentos passados num frenesim, tentando assimilá-los, dar-lhes um sentido. Continuei deitada no chão da sala. Os azulejos estavam frios, mas esse tipo de sensações já eu tinha ultrapassado. Não sentia nada, a não ser uma dor imensa, uma sombra negra e sufocante que me envolvia. Abracei-me a mim mesma, numa tentativa desesperada de manter o peito intacto, pois parecia que se desfazia a cada memória da noite anterior. Olhei em volta, pedaços do meu coração espalhavam-se como estilhaços de um espelho partido, e em todos eles podia ver a tua cara, a mesma com que me tinhas deixado há umas horas. Pareciam agora dias e semanas desde esse momento, o instante em que disseste finalmente que não me querias mais, o instante em que desististe de me amar. Tudo deixou de fazer sentido nesse momento, o meu mundo desabou sob mim, deixaste-me sem propósito, destroçada, de joelhos nestes azulejos.

Como eram perversas as memórias. Como eram atrozes e bárbaros os espinhos que se cravavam no meu peito. Mas também eram tranquilizantes essas mágoas, asseguravam-me que não te imaginara, que tinhas sido real na minha vida, que num determinado espaço de tempo fui tua, embora nunca te possa ter considerado meu. Era feliz a amar-te, era feliz a fazer de ti a minha vida, era feliz a fazer girar em ti o meu mundo. A mesma vida e o mesmo mundo que agora tinham desaparecido. Apenas restava esta sala, este chão, e os raios de sol que me expunham.  Deixaste-me para sempre, mas não sem antes me despedaçares impiedosamente. Faltam-me partes, sinto-me estilhaçada. Fragmentei-me aos pés de quem não me merecia. Entreguei-te o meu coração e a minha alma, sem qualquer hesitação. Agradeceste, guardaste-os e esqueceste-te de que existiam. Esqueceste que eram tua responsabilidade, que tos cedera para cuidar, e deixaste-os abandonados. Agora que mos devolveste estão frágeis. Debilitados por ter aberto mão deles tão facilmente, a quem nunca os quis.

Gostava de poder chorar, as lágrimas têm o dom de aliviar a dor, deixando-a sair por entre o seu sal. Mas nem isso me resta. Os meus olhos estão secos pela amargura. Esgotei todo o meu pranto na ilusão de que ficarias. Agora apenas fixam a porta por onde saíste, o vazio que deixaste.

Hoje vou continuar deitada, mas amanhã hei-de levantar-me, juntar todos os pedaços de mim e começar a remendá-los com cuidado. Hão-de voltar ao seu lugar, e apagar-te da sua memória, ficando apenas a profunda cicatriz para me relembrar que o lugar deles é em mim e não esquecidos na gaveta de alguém.

Carolina Lopes

Apimentando

Não há nada melhor do que histórias verídicas que contêm a sua piada natural, sem forçar graça, e acontecem-me algumas dessas de vez em quando.

No outro dia atendi um telefonema no escritório.
Para contextualizar, eu tenho um sério problema com nomes de pessoas, elas dizem-me o nome e eu esqueço-o no segundo a seguir, por vezes elas estão a dizer-me o seu nome e eu estou a apontar uma coisa completamente diferente, o que já por si causa algumas gargalhadas e situações estranhas quando é a minha vez de atender o telefone.
Tendo isto em conta, estava a falar com uma senhora muito simpática que me tinha dito já da parte de quem falava e que eu obviamente esqueci, pelo que a meio da conversa voltei a perguntar de onde estava a senhora a falar, ao que ela me responde com a maior naturalidade "do telemóvel da minha tia, e estamos no shopping".
Alegra-me saber que há pessoas assim e que por vezes o mundo delas colide com o meu!


Mudanças!

Ao fim de algum tempo de abandono, chega o dia de reavivar este espaço. Desta vez com um objectivo um bocadinho diferente, pretendendo um espaço para partilhar o que me vai na mente, sem qualquer pretensão de ser interessante ou parecer inteligente. Histórias da minha vida e estados de alma!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

The loss of a great Mind

Morreu José Saramago.
Não era este o tema que tinha pensado para o próximo post a inaugurar a nova face do blog, mas as circunstâncias impuseram-se desta forma e achei assim a minha inspiração para escrever hoje.

That said, devo dizer que a pessoa do Saramago não me causava nenhuma simpatia, a sua arrogancia não me agradava minimamente.
Tinha uma forma de escrever muito peculiar, daqueles que ou se ama ou se odeia. Eu faço parte das pessoas que optam pela segunda escolha.

No entanto, para lá das suas características enquanto pessoa e da sua forma de se expressar, Saramago tinha uma mente brilhante. E revejo-me em grande parte das suas criticas e argumentos.
Talvez não de forma tão radical em alguns, pelo menos por enquanto. Mas hoje, quando fazia uma pequena pesquisa sobre ele e a sua obra é que percebi o quanto concordo com ele.

Era um homem que não tinha qualquer problema em estar contra o mundo, ou melhor, que o mundo estivesse contra ele. Dizia o que tinha a dizer e aguentava as consequências.
Apercebi-me de que corro o risco de vir a ficar tão radical como ele, e de um dia ter de aguentar o mundo contra mim.

A sua contenda com a Igreja Católica toda a gente conhece, e acho brilhante a frase que disse numa entrevista quanto ao assunto:
"[a]s insolências reaccionárias da Igreja Católica precisam de ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só têm interesse no poder".

Isto vai de encontro a umas ideias que me surgiram desde há umas semanas, que ainda não me decidi por partilhar por serem bastante extremistas.

A ideia do fascismo por parte da igreja está posta de maneira notável.
Mas não só nesta matéria concordávamos. Correndo o risco de ser mal interpretada, devo dizer que concordo de certo modo com a citação em relação aos judeus ("os Judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o holocausto… Vivendo sob as trevas do Holocausto e esperando ser perdoados por tudo o que fazem em nome do que eles sofreram parece-me ser abusivo. Eles não aprenderam nada com o sofrimento dos seus pais e avós").
É bastante forte, mas entendo no sentido em que foi dita e não com sensionalismos baratos, tem uma certa razão.

Não me querendo alongar mais, há que dizer ainda que, apesar de muitos não o considerarem português por causa das ideias que defendeu em relação a uma união a Espanha (ideias que também já defendi no passado e que por razões que não interessam agora ao caso deixem, mas sem nunca recusar totalmente o conceito), acho que se perde umas das grandes mentes do nosso tempo. Uma mente que propulsionou um abalar de muitas outras. Uma influencia na nossa cultura, claramente.

Resta-me desejar que isto faça alguém pensar, porque me fez pensar a mim e beneficiou em muito algumas das minhas ideias.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Deus no céu e Futebol na terra

Isto não é de agora, mas acho que com o mundial à porta se acentua ainda mais.
Estou a falar do fait divers que é o futebol, e do lugar que ocupa no nosso país.

Cada vez mais os telejornais se dedicam mais às notícias sobre o mundo do futebol e lhe dão uma importância fenomenal.
Enerva-me (como já estariam a adivinhar)..

Não gosto de futebol e, num dos momentos que tenho para ver o que se passa no país e no mundo tenho de levar com notícias sobre os jogadores, jogos, treinadores e afins (nomeadamente a notícia de que o Mourinho vai ser o treinador mais bem pago de sempre, e de que o Ronaldo ganha exorbitancias por andar a correr atrás de mais 21 gajos e uma bola..).

Perdoem-me os que vibram com este desporto, mas não acho admissivel que se dê tanta importancia ao assunto como se dá, por exemplo, ao terramoto no Haiti!
É absurdo abrirem e fecharem o telejornal com notícias sobre o futebol. É que se ainda fosse com outros tipos de desportos, compreender-se-ia o tempo dispendido na coisa, mas SÓ com o futebol é aberrante!

Cada vez mais me convenço que isto é mesmo Fátima, Futebol e Fado (substituindo o fado pelos absurdos da comunicação social).

Sei que não adianta de nada queixar-me, mas ficam as minhas indignações aqui postas para que quem seja da mesma opinião não se sinta sozinho!

terça-feira, 11 de maio de 2010

To be or not to be (a cheater)

Uma questão que há muito me invade os pensamentos, principalmente a altas horas da noite quando não consigo dormir (sim, eu penso em questões muito complicadas quando não durmo).

O que me questiono é a partir de que momento cometemos traição? Quando nos podemos considerar traidores?
Ainda não cheguei a uma conclusão e já falei com algumas pessoas com opiniões divergentes, é por isso um tema que acho interessante por aqui.

Estando numa relação sério com outra pessoa, onde começa a infidilidade? Quando olhamos para outra pessoa com pensamentos menos próprios? Quando passamos "à acção" e falamos com essa pessoa? Ou só quando realmente há um contacto fisico mais intimo?

Na minha opinião, acho que um olhar não basta para haver traição. Quantas vezes não olhamos nós para outra pessoas na rua e pensamos que realmente são atraentes e que até não nos importávamos de ter algo com elas. Mas penso que isto é até saudável numa relação. Para se ser devoto um ao outro não precisamos de nos fechar perante tudo o resto.
No entanto, será diferente se ao olharmos para outra pessoa pensarmos que deveriamos estar com essa pessoa, ou que não nos importariamos de "trocar"..

Para mim a traição começa quando oralizamos intenções pouco fieis à pessoa com quem estamos. Para mim, dizer a outra pessoa que é perfeita, que nos deixa loucos ou que queriamos fazer com ela certas e determinadas coisas é traição. Mesmo que nenhuma dessas coisas se realize.
Eu sentir-me ia muito magoada se o meu namorada, noivo, marido, o que seja, andasse a dizer esse tipo de coisas a outra pessoa.

Há quem diga que se isso é traição então também o seria ver pornografia. No meu entender não tem minimamente nada a ver! Pornografia é uma coisa impessoal, é um filme, uma revista, com pessoas que não conhecemos mas que nos excitam.
A situação que descrevi antes é algo bastante pessoal, e algo que a qualquer momento se pode efectuar, há aquela particularidade da realidade, de algo que sabemos que pode ser possível.

E claro, actos sexuais, beijos ou outro tipo de intimidades fisicas são casos totalmente flagrantes de traição.

Alguma opinião diferente ou comentário interessante?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Religião

Aviso desde já que este é um tema que resulta sempre em grandes e bastantes acreditados argumentos da minha parte. Sou bastante sensível a este tema (como a muitos outros), o que vos pode aborrecer a meio do discurso, mas vou tentar não me alongar demasiado.


Sou baptizada e fiz a primeira comunhão, depois desisti porque andar na catequese era uma seca e não tinha lá amigos nenhuns. Isto é sempre uma boa razão para qualquer criança de 7 ou 8 anos e os meus pais também não viram grande mal na minha desistencia (apesar dos apelos da minha avó de que devia completar o meu caminho cristão, ou lá o que lhe chamam!).

Ainda antes disso, quando tinha idade para acreditar que a missa podia ser algo realmente divertido, deixei-me enganar e cheguei a assistir a várias com os meus avós (quem mais?).

Agora, já com uma certa idade, pus-me a pensar se realmente sou católica, se realmente acredito nisto que eles pregam.. Cheguei à conclusão que não, para muita tristeza a minha mãe (que apesar de não ser praticante, acredita e acha uma pena eu não acreditar também), uma certa reacção do meu pai que não consegui bem descodificar (ele nem ficou surpreso, nem desiludido, nem indiferente.. no fundo acho que ele já me conhece bem e já esperava este tipo de coisas vindas de mim), e uma reacção da minha avó que ninguém quer descobrir (por isso os restantes membros da familia me dão pontapés debaixo da mesa sempre que estou prestes a abrir a boica para responder a comentarios religiosos da avó).

Não é que não acredite em Deus, ou num deus, numa entidade superior, de alguma força superior a todos nós.. Na verdade ainda não descobri bem naquilo que acredito. Sei no entanto que não acredito no deus da igreja católica e em nada do que ela prega. Além de achar escandaloso o modo como vivem (apesar do que pregam) e abominar as suas atitudes.

Foi precisamente esta igreja que converteu o papel da mulher na sociedade a uma postura submissa e de baixa importância.
É esta igreja que escolheu os documentos da sua fundação e renega todos os outros como falsificações e tentativas de fora de destruição da igreja.
Foi este papa que foi a África dizer que o uso de preservativos não é a solução para reduzir os casos emergentes de sida.
E foram estes padres que andaram a mobilizar meio mundo contra o casamento homossexual.

E pergunto-me eu agora, que legitimidade têm eles para isto? Porque será que as pessoas não abrem os olhos?
Que têm o raio (para não utilizar palavrões) dos padres a ver se uma pessoa se quiser juntar a outra do mesmo sexo e queiram ambas fazer parte dos testamentos uma da outra?

Não vos enerva este tipo de atitudes?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Amantes e traições

Já andava a pensar neste tema há algum tempo, mas li hoje uma notícia que me chocou (embora não devesse porque se trata de um casa julgado em tribunais americanos..):

Cynthia Shackelford ganhou uma acção de 9 milhões de dólares (cerca de 6,7 milhões de €). E, contra quem e porquê? Pois aí é que está a curiosidade: contra a amante de seu ex-marido porque achou que os eus sentimentos e o seu homem foram roubados pela “outra”!

A professora reformada da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, usou como argumento uma lei do estado que diz que toda mulher é propriedade do seu marido e deve ser zelada por ele, e vice-versa. “Fui machucada e os meus filhos também”, disse Cynthia ao programa “Good Morning America”.



Isto parece-vos normal??

Afinal de quem é a culpa da traição, da pessoa que trai ou da pessoa com a qual se trai?
Deveria ser da primeira, mas já pude constatar que não é assim, pelo menos segundo a opinião de pessoas (e de pessoas que considero bastante inteligentes), o que me entristece..

A mulher ou o homem que tiverem uma relação com homem ou mulher casados são logo mal afamados e criticados, e os verdadeiros traidores aplicados de coitadinhos por terem sido ludibriados..
Mas afinal quem é que estava comprometido? Não eram os traidores? Não foram eles que prometeram fidelidade a outra pessoa?
Pois, mas parece que isso afinal não importa nada.
Não consigo ficar indiferente perante estas mentalidades, transcende-me...

terça-feira, 23 de março de 2010

Vicio do Cinema

(ia começar outra vez por "ora bem" mas fica um bocado repetitivo, tenho de arranjar novas maneiras x))

Gosto de cinema.
Sou uma daquelas pessoas que aprecia realmente ver um bom filme. Seja filme historico, drama, acção.. Só não gosto muito de comedias romanticas, mas há momentos para tudo!

Tenho visto alguns filmes ultimamente, mas há 2 que merecem o destaque deste blog:

UP - Altamente e
The Blind Side - Um sonho Possível

O primeiro, já estreado há algum tempo, é de desenhos animados e retrata a historia de um senhor, já de idade que, para cumprir o sonho da mulher (que morre no início do filme), decide atar balões à sua casa para a fazer voar.
Uma amiga foi vê-lo e disse que tinha adorado, mas eu não fiquei com a minima vontade de o ir ver pela história. E não foi por não gostar de filmes de animação porque devo confessar ser fã deles (basta lembrar Finding Nemo, Madagascar e até o Rei Leão). Simplesmente não foi o tipo de filme que me "puxou".

Quando estava a ver a cerimonia dos Oscares a minha opinião mudou, tanto se falou do filme que lhe decidi dar uma chance.
E amei. O filme, apesar de achar que tenha alguns conceitos que os mais novos não compreendem, e de ser virado também para adultos, foi adorável. E esta é mesmo a palavra que o descreve: adorável.
Tem uma história linda, que nos faz pensar em algumas coisas e nos comove. Não sou de ser lamechas (apesar de nos ultimos tempos essa faceta se ter vindo a desenvolver mais do que queria), mas o filme emocionou-me e aconselho-o a todos.


Já o The Blind Side é um filme claramente para pessoas "mais crescidas", e valeu um oscar à Sandra Bullock (na minha opinião muito merecido). Tem em comum com o UP o facto de também se focar numa história bonita.
É um filme que também apela às emoções e nos dá algo que pensar.

Nesta altura devem estar a pensar que eu não faço a minima sobre opiniões de filmes porque são basicamente iguais x)

A verdade é que foi por isso que lhes dei relevo aqui, foi por serem ambos filmes com algum conteúdo, não são filmes de sabado à tarde. São filmes que valem a pena ser vistos.
Já há algum tempo que não via filmes com este tipo de conteúdo, um bom filme de drama sem ser uma telenovela mexicana...


E agora, que estava para acabar lembrei-me de um outro do mesmo género, mas bem diferente. Comecei a vê-lo sem quaisquer expectativas pois a actriz pricipal era a Lindsay Lohan. Surpreendeu-me bastante, tanto a performance dela como a historia do filme. Foi o Georgia Rule - Regras para ser Feliz
, que fala sobre as relações entre uma mãe, filha e avó. No início não se espera minimamente a reviravolta do fim. E ao longo do filme somos sempre levados a crer numa coisa que pode não ser a verdade.
Acho que também vale a pena.

And that's it, se quiserem ver um filme e não souberem qual experimentem =)